Diante do fogo e aos pés da anciã, eu gostava de me assentar. Sua voz de salgueiro risonho dava uma vivacidade única às histórias dos antepassados, e eu menina pensava quero ser como ela.

As estações passaram, os ciclos recomeçaram por incontáveis vezes, me perdi em meus passos. Fui ficando mais velha, e a anciã cada vez mais salgueiro.

Quando a floresta dos antepassados a chamou de volta, apesar da dor eu sabia que ela olharia se eu havia cumprido minha promessa.

E agora estou aqui, sentada diante do fogo, com as atenções pequeninas sobre mim. Um outro salgueiro e novas sementinhas.

Assim a Roda gira.

(escrito em 13 de maio de 2016)

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