Agora não é hora de criar.

Como o campo, você dormirá,

Como o lago repousará

e pela volta do sol esperará.

 

Agora não é hora de criar.

Como o urso, se recolherá com os seus,

Como a alcateia olharão para os céus

e contemplarão as cores da noite.

Como os ancestrais, se assentará ao fogo,

contará e ouvirá as histórias antigas de novo.

Ouvirá os resmungos do vento

e deixará ir o que deve partir.

Porque agora não é hora de criar.

É tempo de sonolência e introspecção,

sentir da terra a leve palpitação

e se permitir sonhar.

E quando a harpa soar

e o sol voltar,

a vida pulsante nas veias da terra

incendiará suas centelhas por fim.

 

Então, te recolhe sem medo,

e deixe as preocupações do lado de fora.

As Senhoras Soberanas contigo estarão

de inverno a inverno,

até o final da Canção.

(escrito em 13 de junho de 2016)

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