Tu és minha fúria e minha revolta,

meu caos e minha ordem.

Tu és minha Soberania e minha senhora,

e eu serei sua espada.

Meu amor não correspondido dói,

pois o seu também doeu.

A rejeição fez meus dentes rangerem

porque meu coração é igual ao teu.

Nas entranhas deste corpo,

teu furor reside.

Sou sua pira, e a Grande Rainha é meu fogo.

No meio de minha destruição

encontro a regeneração

através de ti.

Em meu sangue, teu ímpeto vive,

pulsa e queima,

me incita a seguir em frente

mesmo quando todos os meus ossos foram quebrados.

Loba cinza, enguia escorregadia,

Corvo dentre os fantasmas.

O sangue de tudo o que me oprime,

me sufoca, me ata,

será tua bebida.

Meu ego, minha vaidade,

a mágoa que me cega

serão vossos despojos.

Grande Rainha, olhai por mim

e com a mesma força e paixão

quero olhar por minhas irmãs.

(escrito em 28 de maio de 2016)

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