Estava cega de raiva, ferida por meus próprios erros. Senti tanta vergonha a ponto de desejar vomitar minha alma.

Quando te vi ascender pelos céus, meu coração clamou por ti. Uivei, uivei tão alto que a terra ao meu redor estremeceu, meu corpo fremiu, meu sangue borbulhou.

Justiça, Mãe! Lei do Retorno! Por mim e por todas as minhas irmãs! Por todas nós que fomos violadas, mutiladas, humilhadas. Por todas nós deixadas para morrer com um fardo de culpa que não é nosso.

Permita-me achegar a ti; e se eu estiver errada, me abocanhe para que eu possa entender. Mas eu sei que você não desampara nenhuma de suas crianças. Ajude-nos e nos ilumine para que possamos fazer o mesmo pelo próximo.

(Escrito em 16 de agosto de 2015)

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