O coração é tão selvagem que nem tarot, nem estrelas, nem cadeias, muito menos feitiços podem subjugá-lo. Mesmo que o surpreendam com revelações íntimas sobre si mesmo, que o seduzam, que profiram profecias ou o escravizem por um instante, ele se liberta.

Criatura (ou seria, Natureza Selvagem?) feroz como um lobo, impetuosa como um cavalo, fiel como apenas ela é. Não se prende aos jogos do ego, mesmo quando ele tenta consumi-la e ludibriá-la.

Diz o povo do Oriente que uma linha escarlate une os corações dos enamorados. Mas ninguém fala sobre a capacidade de um deles trotar enfurecido na direção oposta. E exibir as presas à menor menção de alcançá-lo.

(Escrito em 13 de agosto de 2015)

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